Joãozinho era um menino muito pensativo, um jovem rapaz que como muitos de sua idade sonhava em crescer logo, para ser “livre”. Tantas vezes o menino pensou em sair de casa, em ter uma vida só pra ele, em ser livre; outra tantas vezes pensou apenas na possibilidade de viver ali mesmo até o último dia de sua vida. Desejava sair e ao mesmo tempo não, porque sua mente não possibilitava ele ser liberto por si mesmo.Joãozinho virou João, se formou, saiu da casa de seus pais, casou-se, foi morar longe, longe em outro país, estudou muito, cresceu. Tornou-se um grande homem, em tudo que fazia, em tudo que atuava, era bom. João era “feliz”, porém lhe faltava algo, algo que ele queria muito desde que era pequeno e seus pensamentos não deixaram. Ele ainda não era livre, livre de si, livre.João fez tudo o que não planejou, apenas fez, o que planejava, ficou no dia de sua morte. Partiu, deixou à todos, morreu e não tornou-se livre, porque preocupou-se com outros afazeres.
Thinking
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Depois...
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Pós-vida
Não posso morrer agora. Não posso deixar assim. Não dá para
ficar assim. Preciso viver. A morte sendo um castigo ou uma simples passagem
como muitos acreditam? Eu sinceramente. Acredito nos dois. Deus nos mandou e
como castigo nos fez ficar com medo da morte e a certeza dela. Porém, ele da um
jeitinho pra gente conseguir entender que a morte é uma passagem. Acho muito
impossível morrermos e ficarmos na escuridão, assim, sem ninguém, sem ver, sem
pensar... não me entra na cabeça essa idéia.
E se fossemos imortais? Seria legal, não? Não. Imaginemos
todos vivos, por toda a eternidade, imagine só se ninguém nunca morresse, se
não soubéssemos da morte, ou pior, se nós soubéssemos dela e mesmo assim, nunca
ninguém morrer... aflição.
Tratando-se da morte, que venha... mas não agora.
Tratando-se da vida, que venha, sempre.
A morte cause pânico em muitos, em muitos nada, não sejamos
modestos, te causa medo, terror, pavor sim. Não há ninguém sem medo da morte,
mesmo ela não fazendo nada com você antes de você morrer. Algo subjetivo que
exige um estudo filosófico avançado, ou simplesmente, morrer. Mas não quero
morrer agora, nem posso. Mas infelizmente, não escolho.
Mente
E vendo mais uma vez, o brilho das estrelas em minha mente,
vendo agora mais uma vez, o brilho da escuridão que os pensamentos trazem,
vendo novamente a dor de ver a penumbra do não ver a resposta para tal enigma,
o enigma das palavras... afinal, o que elas podem representar numa simples
mente que vive na escuridão e na clareza dela. A escuridão que vive em mente e
em noite. Palavras com significados diversos e diferentes modos de
expressá-las; de modo agressivo e sombrio, na luz do dia que brilha na noite
Beleza
A tal
da beleza que todos falam, que todos julgam e apontam. Essa tal que é
administrada por todos, todos digo alguns; e quando digo alguns, digo, os que
dela possuem. Porém a beleza da qual vejo dentro das pessoas é algo similar e
único perante todos. Concordo que, nem todo mundo é possuído de beleza, mas ao
mesmo tempo discordo de tal firmação. Todos, sem exceção são gerados com uma
pitada de beleza dentro de si; não dizem que nascemos com uma pitada de ódio e
rancor e malícia dentro de nós? Então digo que a beleza está presente à todos,
e repito, sem exceção.. por mais que você me diga que um traidor, um ladrão, um
assassino e estuprador de crianças indefesas não tenha, discordo.. e sempre
discordarei. Vossa senhoria olharia para mim e diria, “nossa ele é louco em
enxergar a beleza em todos” e eu digo e afirmo, sou.
Mas
afinal, o que é a beleza para o senhor, tu me pergunta, eu no mesmo instante
sem enrolar e pensar duas vezes digo: À existência. Na humilde opinião que
possuo e tenho um certo direito de dizer e falo com toda autoria, apenas esta,
apenas ela para gerar algo que na cabeça de muitos, viajam e falam que a beleza
física, interior e aquela coisa toda. Exista, assim será belo. Você diz ,lógico.
Eu concordo e me contradigo quando disse
“sem exceção” alguns existem, porém, não vivem; isso é o mesmo que não existir.
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