sexta-feira, 5 de abril de 2013

Depois...


Joãozinho era um menino muito pensativo, um jovem rapaz que como muitos de sua idade sonhava em crescer logo, para ser “livre”. Tantas vezes o menino pensou em sair de casa, em ter uma vida só pra ele, em ser livre; outra tantas vezes pensou apenas na possibilidade de viver ali mesmo até o último dia de sua vida. Desejava sair e ao mesmo tempo não, porque sua mente não possibilitava ele ser liberto por si mesmo.Joãozinho virou João, se formou, saiu da casa de seus pais, casou-se, foi morar longe, longe em outro país, estudou muito, cresceu. Tornou-se um grande homem, em tudo que fazia, em tudo que atuava, era bom. João era “feliz”, porém lhe faltava algo, algo que ele queria muito desde que era pequeno e seus pensamentos não deixaram. Ele ainda não era livre, livre de si, livre.João fez tudo o que não planejou, apenas fez, o que planejava, ficou no dia de sua morte. Partiu, deixou à todos, morreu e não tornou-se livre, porque preocupou-se com outros afazeres.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Pós-vida


Não posso morrer agora. Não posso deixar assim. Não dá para ficar assim. Preciso viver. A morte sendo um castigo ou uma simples passagem como muitos acreditam? Eu sinceramente. Acredito nos dois. Deus nos mandou e como castigo nos fez ficar com medo da morte e a certeza dela. Porém, ele da um jeitinho pra gente conseguir entender que a morte é uma passagem. Acho muito impossível morrermos e ficarmos na escuridão, assim, sem ninguém, sem ver, sem pensar... não me entra na cabeça essa idéia.
E se fossemos imortais? Seria legal, não? Não. Imaginemos todos vivos, por toda a eternidade, imagine só se ninguém nunca morresse, se não soubéssemos da morte, ou pior, se nós soubéssemos dela e mesmo assim, nunca ninguém morrer... aflição.
Tratando-se da morte, que venha... mas não agora. Tratando-se da vida, que venha, sempre.
A morte cause pânico em muitos, em muitos nada, não sejamos modestos, te causa medo, terror, pavor sim. Não há ninguém sem medo da morte, mesmo ela não fazendo nada com você antes de você morrer. Algo subjetivo que exige um estudo filosófico avançado, ou simplesmente, morrer. Mas não quero morrer agora, nem posso. Mas infelizmente, não escolho. 

Mente


E vendo mais uma vez, o brilho das estrelas em minha mente, vendo agora mais uma vez, o brilho da escuridão que os pensamentos trazem, vendo novamente a dor de ver a penumbra do não ver a resposta para tal enigma, o enigma das palavras... afinal, o que elas podem representar numa simples mente que vive na escuridão e na clareza dela. A escuridão que vive em mente e em noite. Palavras com significados diversos e diferentes modos de expressá-las; de modo agressivo e sombrio, na luz do dia que brilha na noite

Beleza



                A tal da beleza que todos falam, que todos julgam e apontam. Essa tal que é administrada por todos, todos digo alguns; e quando digo alguns, digo, os que dela possuem. Porém a beleza da qual vejo dentro das pessoas é algo similar e único perante todos. Concordo que, nem todo mundo é possuído de beleza, mas ao mesmo tempo discordo de tal firmação. Todos, sem exceção são gerados com uma pitada de beleza dentro de si; não dizem que nascemos com uma pitada de ódio e rancor e malícia dentro de nós? Então digo que a beleza está presente à todos, e repito, sem exceção.. por mais que você me diga que um traidor, um ladrão, um assassino e estuprador de crianças indefesas não tenha, discordo.. e sempre discordarei. Vossa senhoria olharia para mim e diria, “nossa ele é louco em enxergar a beleza em todos” e eu digo e afirmo, sou.
                Mas afinal, o que é a beleza para o senhor, tu me pergunta, eu no mesmo instante sem enrolar e pensar duas vezes digo: À existência. Na humilde opinião que possuo e tenho um certo direito de dizer e falo com toda autoria, apenas esta, apenas ela para gerar algo que na cabeça de muitos, viajam e falam que a beleza física, interior e aquela coisa toda. Exista, assim será belo. Você diz ,lógico. Eu concordo e me contradigo  quando disse “sem exceção” alguns existem, porém, não vivem; isso é o mesmo que não existir.